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QUEM NUNCA VIU (FICAG mokyklos himnas) Autorius: Mestre Jaiminho (FICAG)
Quem nunca viu, Hoje vai ver, vai ver! Artes Das Gerais Capoeira pra valer! (Quem nunca viu) Quem nunca viu, [Kein nunka vyu] Hoje vai ver, vai ver! [Ožy vai ve(r) vai ve(r)] Artes Das Gerais [Arčės Das Žėrais] Capoeira pra valer! [Kapueira pra vale(h)] Tocou berimbau, [Toko(u) birimbau] Tocou pandeiro. [Toko(u) pandeiru] Artes Das Gerais [A®čės Das Žėrais] É capoeira, o ano inteiro. (Quem nunca viu) [É kapueira, u an(u) inteiru (Kein nunka vyu)] PRIEDAINIS Jogo em cima, [Žiogu ein sima] Jogo no chão. [Žiogu nu šiau] Artes Das Gerais [A®čės Das Žėrais] É capoeira, esporte de ação. (Quem nunca viu) [É kapueira, espo®č~dži~asau (arba espo®t~d~asau)] PRIEDAINIS Tá na Europa, [Tá na Europa] Lá na Alemanha. [Lá n~Alemanja] Artes Das Gerais [A®čės Das Žėrais] É capoeira, é arte manha. (Quem nunca viu) [É kapueir~é a®či manja] PRIEDAINIS Muita energia [Muit(a) ene(®)žija] E muito axé. [I muit(u) ašé] O samba reggae [U samba ®egi] A galera, dé no pé!!! (Quem nunca viu) [A galera, dé nu pé] PRIEDAINIS ---------------------
NAUJAS FICAG HIMNAS (daina iš tiesų sena, sukurta vieno iš buvusių Mestre Museu mokinių, atnaujinta 2008, įtraukta į naujausią Mestre Museu albumą)
E eu sou, sou Artes das Gerais Sou do grupo que joga ligeiro Tem golpe certeiro em busca de paz Eu sou, sou Artes das Gerais [Eu sou, sou Arčės das Žėrais] Sou do grupo que joga ligeiro [Sou du grupu ki žioga ližeiru] Tem golpe certeiro em busca de paz [Ten' golpi serteiro ein buska da paiz]
Tem mestre que pensa, que é mestre [Ten' mestri ki pensa k~e mestre] E põe na cintura sua graduação [I poi na sintura sua graduasau] Que sai pelo mundo a fora [Ki sai pelu mundu a fora] Só dando (=Soltando) pernada, pensando que é bom [So dandu (=Soltandu) per(=h)nada, pensandu k~ é bom] Eu faço parte de um grupo bonito [Eu fasu par(=h)či du grupu bonytu] A onde cada(=todo) dia eu aprendo mais [Ondži kada(=todu) džya eu aprendu mais] Quem quiser conhecer nosso grupo [Kein' kyze® konjese® nosu grupu] Venha fazer parte do Artes das Gerais [vė(n)ja fazer par(=h)či d~Arči(s) das Žėrais] Mas eu sou... Eu sou, sou Artes das Gerais Sou do grupo que joga ligeiro Tem golpe certeiro em busca de paz (choras dažniausiai dainuoja ne tik priedainį, bet ir visą stulpelį) ---------------------
AMIZADE (iš Chita Preta ir Ié-ié albumo "Amizade é o fruto do tempo", 2010 m.) Autoriai: Chita Preta, Ié-ié, Baleia, Café, Jefinho, Mestre Museu (FICAG)
Amizade só cria com o tempo Amizade não tem momento Amizade é um fruto que nasce Amizade só colhe com o tempo Amizade só cria com o tempo [Amizadži só krija kou(m) tempu] Amizade não tem momento [Amizadži nao tein' momentu] Amizade é um fruto que nasce [Amizadži é~u(m) frutu ki nasi] Amizade só colhe com o tempo [Amizadži só koli kou(m)~u tempu] Amizade é um sentimento [Amizadži é um senčimentu] Que muito não sabe o que é [Ki muitu nãu sabi~u ki é] O respeito com o companheiro [U respaitu ko(m) u kompanjė(i)ru] Amizade grande de fé [Amizadži grandži dži fé] PRIEDAINIS
Quem tem amizade tem sentimento [Kein' tein' amizadži tein' senčimėntu] Quem tem dendê tem fundamento [Kein' tein' dendê tein' fundamėntu] Amizade é o fruto que nasce [Amizadži é~u frutu ki nasi] Amizade é o fruto do tempo [Amizadži é~u frutu du tempu] PRIEDAINIS Amizade é como a criança [Amizadži é komu~a krijansa] Que nunca perde a esperança [Ki nunka perdži a esperansa] Esperança de um bom amigo [Esperansa dži um bou(m) amigu] Pra ficar sempre na lembrança [Pra fika(®) sempri na lembransa] PRIEDAINIS ---------------------
A MARÉ LEVOU (iš Chita Preta ir Ié-ié albumo "Amizade é o fruto do tempo", 2010 m.) Autorius: Mestre Museu (FICAG)
A maré levou aiaiai A maré levou A maré levou aiaiai A maré levou
Me leva maré Para onde você for Me volta maré Pros braços do meu amor (a maré levou) PRIEDAINIS
Quando eu vou não sei se volto Se aqui fico mais não Quem sabe é Deus do céu Dono do meu coração (a maré levou) PRIEDAINIS O meu barco foi pro mar O meu barco naufragou E traz maré O barco do pescador (a maré levou) PRIEDAINIS ---------------------
SEU MOÇO (nauja)  Autorius: Mestre Museu (FICAG)
Ô (=Seu) moço, eu não sou daqui Ô moço, eu não sou de lá Seu moço, eu sou capoeira Seu moço, eu vim vadiar Ô (=Seu) moço, eu não sou daqui [Ô (=Seu) mosu, eu nãu sou daky] Ô moço, eu não sou de lá [Ô mosu, eu nãu sou dži lá] Seu moço, eu sou capoeira [Seu mosu, eu sou kapueira] Seu moço, eu vim vadiar [Seu mosu, eu vim vadžia(h)] Sou cabra forte do sertão [Sou kabra forči do ser(=h)tãu] Peguei touro bravo bom [Pegei to(u)ru bravu bom] Não sou de areia não [Nãu sou dži~arėja nãu] PRIEDAINIS (1 kartą dainuoja solistas, 1 kartą - choras)
Me ensina me a jogar [Mi insina a žioga] Ter tempo para treinar [Te® tempo para treina] Família quero criar [Famylja keru krija(®)] PRIEDAINIS (1 kartą dainuoja solistas, 1 kartą - choras) A vida me ensinou, [A vyda mi ensinou] Meus pais disseram também, [Meus pais džiserau tambein'] Que o fraco morre sem tentar [Ki u fraku mo®i sein tenta] E o forte morre contente. [I~u fo®či mo®i kontenči] PRIEDAINIS (1 kartą dainuoja solistas, 1 kartą - choras) ---------------------
DINHEIRO (nauja) (antra daina, nuo 3:30) Autorius: Mestre Museu (FICAG)
Dinheiro não é tudo na vida, Dinheiro não traz salvação, Ele pode ser seu problema, Mas meu Deus tem a solução (pra dinheiro...) Dinheiro não é tudo na vida [Dži(n)ieiru n(ã)u~é tudu na vyda] Dinheiro não traz salvação [Dži(n)ieiru nãu tra(i)z salvasãu] Ele pode ser seu problema [Eli podži se® seu problema] Mas meu Deus tem a solução [Mas meu Deus ten' a solusãu]
Berimbau tocou baixinho, O meu corpo se arrepiou. Sei que meu Deus nunca falha, Sei que ele nunca falho. (pra que dinheiro...) PRIEDAINIS
O homem pode comprar o mundo, Tudo que ele criou, Mas dinheiro não compra a vida Que Deus lhe deu com amor (pra que dinheiro...) PRIEDAINIS
Abrace seu Deus poderoso, Ele é o seu protetor Com deus é só alegria E Jesus é o seu salvador! (pra que dinheiro...) PRIEDAINIS
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EU SOU MANDINGUEIRO QUILOMBOLA (tekstas gali nežymiai skirtis) (rodos versija) Autoriė: graduada Sinhá (Oficina de Capoeira)
Mandingueiro de Luanda Mandingueiro de Angola Eu sou mandingueiro Quilombola (O que é que eu sou?) Mandingueiro de Luanda [Mandžinge(i)ru dži Luanda] Mandingueiro de Angola [Mandžinge(i)ru dži Angola] Eu sou mandingueiro Quilombola [Eu sou mandžinge(i)ru Kilombola]
Fui trazido no navio negreiro Escravizado por estrangeiro Tratado como um animal No chicote senhor feudal (O que é que eu sou?) PRIEDAINIS Do trabalho eu não fugi Mas dos maus-tratos isso sim Ainda sinto a dor das correntes Do sofrimento daquela gente (O que é que eu sou?) PRIEDAINIS Foi na áfrica que eu nasci Mas no Brasil eu me criei Sinto saudade do meu povo Essa dor que corrói meu corpo (O que é que eu sou?) PRIEDAINIS As favelas e guetos de hoje em dia É a herança de pura covardia E a cor da pele e a desigualdade, Não se vé negro na universidade (O que é que eu sou?) PRIEDAINIS Mas a guerra civil destruiu Luanda O ódio a guerra é uma vergonha E eu sou um malungo do navio negreiro Em minha terra sou estrangeiro (O que é que eu sou?) PRIEDAINIS Chama Zumbi, chama Ganga Zumba Chama Seu Bimba, chama Mandela Que eles voltem aqui para semear a paz E o negro ter mais valor (O que é que eu sou?) PRIEDAINIS ---------------------
SOU UM BARCO NA IMENSIDÃO DO MAR Autorius: Mestrendo Charm (Abadá Capoeira)
Sou um barco, na imensidão do mar Com saudade de meu porto. Navego, navego, navego nas ondas do mar Vento me sopra de novo Sou um barco, na imensidão do mar [So~um ba®ku na imensidau du ma(®)] Com saudade de meu porto. [Kon saudadži du meu po®to] Navego, navego, navego nas ondas do mar [Navegu navegu navegu nas ondas du ma(®)] Vento me sopra de novo [Ventu mi leva pra la dži novu] Sou um barco, na imensidão do mar um grão de areia no deserto uma estrela no céu a clarear solta na imensidão do universo PRIEDAINIS Sou um barco no meio da tempestade com águas querendo me afogar mas eu aprendi com o meu mestre que o peixe tem que saber nadar PRIEDAINIS Sou um barco e o leme é meu mestre Que me guia pela imensidão do mar Viajo pelo mundo inteiro Mas seus conselhos sempre vou escutar PRIEDAINIS ---------------------
GERAÇÃO DEPOIS DE BIMBA Autorius: Professor Cascão (Luandangola)
Eu sou uma geração depois de Bimba Eu sou o fruto da regional Eu vou na cadência mais em cima Eu vou no toque do berimbau Eu sou uma geração depois de Bimba [Eu so~uma žėrasau depois dži Bimba] Eu sou o fruto da Regional. [Eu sou u frutu da ®ežional(=u)] Eu vou na cadencia mais em cima [Eu vou na kadensia mais ein' sima] Eu vou no toque do berimbau [Eu vou nu toki du berimbau] Angola luta que veio do N'golo Luanda, da Angola é o capital Bahia, foi plantada a semente Do batuque nasceu a regional PRIEDAINIS Não importa para mim o preconceito Dificuldades vou usando pra vencer Escudo forte eu fiz da minha capoeira Filosofia, é meu jeito de ser PRIEDAINIS Não vou (pra) onde o vento me soprar (=levar) Viajo pra buscar conhecimento Saudade é a faca que faz cortar Encontro vocês no meu pensamento PRIEDAINIS ---------------------
VENTO QUE BALANÇA CANA NO CANAVIAL Autorius: Caxias (Abadá Capoeira)
Vento que balança cana no canavial Vento que balança cana no canavial (Olha o vento) Vento que balança cana no canavial [U ventu ki balansa kana nu kanavial(=u)] Vento que balança cana no canavial [U ventu ki balansa kana nu kanavial(=u)] Na varanda da casa grande Coronel descansava na rede O escravo no canavial Morria de fome e de sede (Olha o vento) PRIEDAINIS Na capela da fazenda Sinha moça ia se confessar Coberta com manto de renda A joelhada no pé do altar (Olha o vento) PRIEDAINIS Sinhorinho no terreiro Maltratava o erê A mucamba na cozinha Lamentava por nada fazer (Olha o vento) PRIEDAINIS Capataz atordoado A noite galopava em desespero Uma família de escravo Havia fugido do cativeiro (Olha o vento, olha o vento) PRIEDAINIS ---------------------
A RODA JÁ COMEÇOU
A roda já começou [A ®oda žia komeso(u)] (Eu) Sinto (meu) corpo arrepiar [(Eu) Sintu (meu) ko®p(u)~a®epia(®)] Arrepiar [A®epia(®)] Entre nessa alegria [Entri nessa alėgrija] É os Artes das Gerais que vai jogar [É os Artes das Gerais que vai jogar] Oioioiooo A roda vai começar [A ®oda vai komesa(®)] Oioioiooo A roda vai começar Oioioiooo...
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AMANHÃ TEM 
Amanhã tem Amanhã tem Amanhã tem uma roda na feira Amanhã tem Amanhã tem [Amanja tein'] Amanhã tem [Amanja tein'] Amanhã tem uma roda na feira [Amanja tein' uma ®oda na feira] Amanhã tem... [Amanja tein'] Naujas "hitas", tai "soliakas" kol kas improvizuojamas...
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AXÉ  Autorius: Prof. Sapo (FICAG)
Axé e enrgia no canto Axé é o que me faz jogar, Axé... Axé e enrgia no canto [Ašé i ene(r)žyja nu kantu] Axé é o que me faz jogar [Ašé é u ki mi faz žioga(®)] Vem da língua africana Quer dizer energia vital Na roda de capoeira O axé vem do berimbau, Axé.... PRIEDAINIS Sou um grão de areia Na imensidão do mar Guiado pela vibração Eu vou onde o axé me levar, Axé... PRIEDAINIS Trago comigo energia E busco ensinamentos Levo daqui alegria E muitos fundamentos, Axé... PRIEDAINIS --------------------- MULHER BONITA
Quem (arba Se) quiser mulher bonita Vai pra (arba na) ilha de maré Quem (arba Se) quiser mulher bonita [Kein' (arba Si) kize(®) mulė(®) bonyta] Vai pra (arba na) ilha de maré... [Vai p(r)a (arba na) ilja dži maré]
Oh sereia, oh sereia Oh sereia, oh sereia [O sėrėja, o sėrėja] Oh sereia, oh sereia Oh sereia, oh sereia... --------------------- A MARÉ SUBIU
A maré ta cheia ioiô a maré ta cheia iaiá A maré ta cheia io io [A mare ta šeja jojo] a maré ta cheia ia ia [A mare ta šeja jaja]
A maré subiu [A maré subyu] Sobe maré [Sobi mare] Oi a maré desceu [A maré desėu] Desce maré [dessi mare] (Olha maré de maré Vou pra ilha de maré [Vou pra ilja dži mare] Olha maré de maré Vou pra ilha de maré)
Olha o pexe pulou na maré olha o pexe pulou na maré Olha o pexe pulou na maré [Oliu peiši pulou na mare] olha o pexe pulou na maré ---------------------
VADIAÇÃO Autorius: Boa voz (Abadá Capoeira)
Chama iôiô Chama iáiá Berimbau me chama eu vou Vadiar Chama iôiô [šiama jojo] Chama iáiá [šiama jaja] Berimbau me chama eu vou [birimbau mi šiam(a)~eu vou] Vadiar [vadžya®] Não adianta Tu tentar me segurar Corrente já foi quebrada E hoje eu quero é vadiar PRIEDAINIS Dizia a lei É proibido vadiar Mas eu sentia no peito A vontade de jogar PRIEDAINIS Andei, vaguei, Sem saber no que pensar Sempre fui trabalhador Mas também capoeira PRIEDAINIS De tocar meu berimbau E uma cantiga levar Mostrando meus sentimentos Sem ninguém prejudicar PRIEDAINIS O bem e o mal Nunca andaram de mãos dadas Não escolhem preto nem branco Ao findar esta jornada PRIEDAINIS ---------------------
AMOR (tekstas gali truputėlį skirtis) Autorius: greičiausiai Mestre Pequines arba vienas iš tos pačios mokyklos atstovų (Capoeira Nagô)
Amor é meu amor Amor é meu amor Amor é meu amor Amor é meu amor Você chegou, todo virou Minha alma e todo o corpo arrepiou Na dança do amor vou-lhe expressar Que você é minha vida e nunca vou te deixar ... ô meu amor Amor é meu amor (Amor...) Amor é meu amor Agora estou aqui Só pensando em você Quem ilumina meus caminhos (esse caminho) Onde eu quero caminha (Pra poder eu caminhar) A ginga já me leva Como as ondas levam o mar E o peito já palpita eu quero me apaixonar... amor Amor é meu amor (Amor...) Amor é meu amor ---------------------
A MARÉ A MARÉ ME LEVA AO CÉU (kur tarime girdėsit tokią ne tai "lia", ne tai kažką panašaus sako, tai nekreipkit dėmesio - čia "liekana" nuo žodžio "olha", kuris bet kur dedamas gali būti su tikslu ar be jo. pas Mestre Pequines toks įprotis, jis kasantra žodi ta "lia" iterpineja) Autoriai: Voador, Zumbi, Executivo (Capoeira Nagô)
A maré a maré me leva ao céu A maré a maré me leva ao céu A maré a maré me leva ao céu [A maré a maré mi lev~au séu] A maré a maré me leva ao céu A jangada me leva [A žiangada mi leva] Pra outro lugar [Pr~outru lugar] Eu não sei onde eu vou [Eu não sei ondž~eu vou] Nas ondas do mar (a maré) [Nas ondas do ma(r) (a maré)] PRIEDAINIS O chicote me corta [O šikoči mi kor(=h)ta] Me faz chorar [Mi faz šiora(r)] Eu não quero mais isso [Eu não keru mais ysu] Eu vou la pro mar (a maré) [Eu vou la pu ma(r) (a maré)] PRIEDAINIS Vou me embora da terra [Vou m~imbora da teh(=r)a] Eu vou pro mar [Eu vou pru ma(r)] No navio negreiro [Nu naviju negreiru] Reza Iemanjá (a maré) [H(=r)eza Jemanžia (a maré)] PRIEDAINIS Eu perdi a ração [Eu per(=h)dži a r(=h)azau] De meu sofrimento [Dži meu sofrimentu] Por que a escravidão [Por(=h)ke~a iskravydau] Não tem fundamento (a maré) [Não tein' fundamentu] PRIEDAINIS ---------------------
A CAPOEIRA TEM VIDA Autorius: Pretinho (Abadá Capoeira)
A Capoeira tem vida Ela bate o coração Ela tem sangue na veia Sentimento e emoção A Capoeira tem vida... A Capoeira tem vida [A Kapueira tein' vyda] Ela bate o coração [Ela bači~u korasau] Ela tem sangue na veia [Ela tein' sangi na veia] Sentimento e emoção [Senčimentu~i emosau]
A vida da capoeira É ver seu filho crescer Levar seu nome pro mundo E a ela desenvolver (A Capoeira tem vida...) PRIEDAINIS
Ela bate o coração Quando escuta o berimbau Na roda tocando Angola E o toque de Regional (A Capoeira tem vida...) PRIEDAINIS
Ela tem sangue na veia Que as vezes arrepia Quando escuta o cantador A sua história contar (A Capoeira tem vida...) PRIEDAINIS
Ela mostra sentimento Que muitas vezes chora Quando vê um capoeira Errado ela passar (A Capoeira tem vida...) PRIEDAINIS
Ela mostra emoção Quando vê o iniciante Na roda os primeiros passos Levando ela adiante (A Capoeira tem vida...) PRIEDAINIS ---------------------
CAPOEIRA EU NÃO SOU DAQUI Autorius: Sabiá
Capoeira eu não sou daqui, Eu sou de outro lugar Minha vida é a capoeira, Eu vou onde berimbau chamar Capoeira eu não sou daqui, [Kapueir~eu não sou daky] Eu sou de outro lugar [Eu sou dži outru luga(r)] Minha vida é a capoeira, [Mynja vyda é a kapueira] Eu vou onde berimbau chamar [Eu vou ondži bi(=ė)rimbau chama(r)]
Na mão levo o meu berimbau No peito meus fundamentos Quem comanda o jogo da vida É força dos meus pensamentos PRIEDAINIS
O meu pensamento é nela No meu peito ela palpita Quando eu vejo uma roda O meu corpo se arrepia PRIEDAINIS
Ouço a voz do berimbau Treinando consigo ver Capoeira é minha vida Sem ela não sei viver PRIEDAINIS
Capoeira é harmonia É saudade de quem nos deixou É um choro de uma viola A lamento de um cantador PRIEDAINIS
A saudade caminha comigo Quem tem seu mestre de seu valor A falta que faz o amigo O mestre, um irmão, o professor PRIEDAINIS ---------------------
MALANDRAGEM Autorius: Professor Capu (Gingado Capoeira)
Malandragem só sai daqui Quando essa roda acabar Se o meu mestre disser “Iê” Ou se Cavalaria tocar Capoeira é antiga arte Foi o negro inventando Me diga quem é brasileiro E não tem um pouco de malandro Malandragem...
Oi malandro, é malandro [Oi malandr~é malandru] Capoeira Ê (Oi) malandro, é malandro Na Bahia Ê malandro, é malandro Na ladeira Ê malandro, é malandro Malandragem Ê malandro, é malandro Na cultura Ê malandro, é malandro Negro canta Ê malandro, é malandro Joga e pula Ê malandro, é malandro
Ê, finge que vai mas não vai Bicho vem e eu me faço de morto Mas se a coisa apertar Pra Deus eu peço socorro Entro e saio sem me machucar Subo e desço sem escorregar Vou louvando o criador da mandinga O malandro que inventou a ginga Malandragem... PRIEDAINIS O sol vai chão esquentar, Calma moça, chuva vem esfriar, Expressão do rosto da menina Ao saber que essa é a minha sina Bato forte não devagar, Cuidado quando se levantar, Berimbau já fez sua cantiga, Coração me impulsa pra cima Malandragem... PRIEDAINIS ---------------------
TA NA HORA DE JOGAR Ta na hora de jogar Vamos lá vadiar Ta na hora de jogar [Ta na ora dži žioga(r)] Vamos lá vadiar [Vamu(s) la vadžya(r)] Eu vou, eu vou Vou vadiar Eu vou, eu vou [Eu vou, eu vou] Vou vadiar [Vou vadžya(r)] Quando chega a hora Para mim é uma alegria Eu pego no berimbau E começo a cantoria PRIEDAINIS Berimbau me convidou Eu não posso recusar Benzo logo meu corpo E entro para jogar PRIEDAINIS A roda passou do meio Berimbau falou assim O jogo termina agora Mas a capoeira não tem fim PRIEDAINIS Pra quem vive capoeira Quando o berimbau desarma Dá uma tristeza no espírito E os olhos enchendo d’água PRIEDAINIS ---------------------
MUITO OBRIGADO Oi nada tenho neste mundo, ai meu Deus Nada tive a vida inteira Só a emoção no peito E o jogo da capoeira Ao meu Deus muito obrigado Pela capoeira eu poder jogar [Pela kapueira eu pode žioga(h)] Pelo Aú e pelo S-dobrado Pela capoeira eu poder jogar [Pela kapueira eu pode žioga(h)] O meu mestre respeitado Pela capoeira eu poder jogar [Pela kapueira eu pode žioga(h)] ---------------------
SINHÁ MANDOU CHAMAR (vertimas čia) Autorius: Macaco Preto (Abadá Capoeira)
Sinhá mandou chamar Sinhá mandou dizer (Que) se o nego não vir/vim, vai apanhar (ô iaiá) Mas nego não quer saber (Sinhá mandou chamar) Sinhá mandou chamar [Sinja mandou šiama(®)] Sinhá mandou dizer [Sinja mandou džyze(®)] (Que) se o nego não vir/vim, vai apanhar [Ki(=ė) si o negu nao vi(®)/vin' vai apanja(®)] Mas nego não quer saber [Ma(i)s negu nãu ke(®) sabe(®)] Negro não quer saber Se vai pro tronco de madeira Pois o negro esqueçe tudo Quando está na capoeira (Sinhá mandou chamar) PRIEDAINIS Antigamente Era assim que acontecia Se o negro não obedecesse O capitão lhe prendia Prá bater na covardia (Sinhá mandou chamar) PRIEDAINIS Hoje em dia é diferente Com a abolição da escravatura A corda que amarrou o negro Hoje trago na cintura (Sinhá mandou chamar) PRIEDAINIS A dor era tanta De ferir o coração Pois sabia que o castigo Quem lhe dava era o irmão (Sinhá mandou chamar) PRIEDAINIS ---------------------
POR FAVOR NÃO MALTRATE ESSE NEGO Por favor não maltrate esse nego Esse nego foi quem me ensinou Esse nego da calça rasgada, camisa furada Ele é meu professor Por favor não maltrate esse nego [Pu(®) favo(®) nau maltrač~esi negu] Esse nego foi quem me ensinou [Esi negu foi kei~m~insinou] Esse nego da calça rasgada, camisa furada [Esi negu da kalsa ®azgada, kamyza furad(a)~] Ele é meu professor [el~é meu profeso(®)] ---------------------
BENGUELA MANDINGADA Oi joga uma benguela mandingada [Oi žog~uma bengela mandžingada] Com muito dendê [Ko~muito dendê] Sobe no coqueiro tira côco [Sobi nu kokeiru čyra koku] Pra fazer cocada [P(r)a fazė(h) kokada]
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- MACULELÊ
Ôh zaziê, Ôh zaziá Ôh zaziê, Malangolê, malangolá Ôh zaziê, Ôh zaziá Ôh zaziá Malangolê, malangolá
--------------------- Maculelê é batida de bastão Maculelê é batida de bastão [Makulelė é bačida dži bastau] Na batida, na batida Quero ver sua expressão Na batida, na batida [Na bačida na bačida] Quero ver sua expressão [Keru vė(®) su(a)~esspresau] Tá, tá é batida pra marcar Tá, tá é batida pra marcar [Tá, tá é bačida p(r)a ma®ká] Tá, tá quero ver tu requebrá Tá, tá quero ver te requebrá [Tá, tá kėru vė tū ®ekėbrá] Balança o corpo remexe o corpo Maculelê é dança de mexe corpo Balança o corpo remexe o corpo [Balan(a)~u ko®po ®emeši~u ko®po] Maculelê é dança de mexe corpo [Makulelė é dansa dži meši ko®po]
--------------------- No caminho da matamba, marumbeiro não vai lá No caminho da matamba, marumbeiro não vai lá Eu vin cantar aruê, eu vim cantar aruá Eu vin cantar aruê, eu vim cantar aruá
--------------------- Eu vinha passeando pela mata do Amazonas, como vai, como passou, sinhá dona? Deus me de boa noite sinhá dona Deus me de boa noite sinhá dona Deus me de boa noite sinhá dona...
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Dainų tekstų tarimai surašyti daugiausiai pagal tai, kaip dažniausiai tariama tame regione, kur įsikūrusi mūsų mokykla - Belo Horizonte mieste, Minas Gerais valstijoje ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------NAUJOJO MESTRE MUSEU ALBUMO DAINOS Mestre Museu - Capoeira Vol. 3Daug kur tarimas lengvas, beveik nesiskiria nuo rašybos, tai jei neparašyta čia, ieškokit analogiškų žodžių dideliam tekstų faile ir aukščiau surašytose dainose... 1. DEIXA A LUA BRILHAR Autorius: Mestre Ceará
Se a lua brilhar Deixa a lua brilhar Deixa a lua brilhar Olha eu sou capoeira (Deixa a lua...) Se a lua brilhar [Si a lua brylia] Deixa a lua brilhar [Deiš~a lua Brylia] Deixa a lua brilhar [Deiš~a lua Brylia] Olha eu sou capoeira [Olia eu sou kapueira]
Abaixado ao pé do berimbau [Abaišiadu au pe du bėrimbau] O capoeira faz sua oração [U kapueira faiz sua orasau] Quando ele canta ele olha pra lua [Kuand~eli kant~eli olia pra lua] Ora pra Deus, pede proteção [Ora pra Deus, pėdži protesau] PRIEDAINIS
O capoeira que é bom capoeira [U kapueira k~ė bom kapueira] Se cair sabe levantar [Si kayr sabi lavanta®] Quando ele canta, ele olha pra lua [Kuand~eli kant~eli olia pra lua] Gosta de ver o seu mestre jogar [Gosta dži ver u seu mestri žioga®] Olha a lua... [Oli~a lua] PRIEDAINIS
O capoeira que tem fundamento [U kapueira k~ė ten' fundamentu] Ele canta e tem expressão [Eli kanta i ten' ispresau] Quando canta ele olha pra lua [Kuandu kant~eli olia pra lua] Pede pra Deus sua proteção [Pėdži a Deus sua protesau] PRIEDAINIS -----------------------
2. QUEM ESPERA POR BIMBA Autoriai: Nego Leo, Mestre Ceará
Quem espera por Bimba não cança [Kein ispera por Bimba não kansa] Essa é a vida do jogador [Es~ė~a vyda do žiogado®] Que desce e sobe ladeira, [Ki dessi y sobi ladeira] Esperando o seu professor [Eisperand~u seu profeso®]
A saudade que tenho no peito Traz a tristeza e também emoção Quem conheceu mestre Bimba Sabe que ele é de bom coração PRIEDAINIS
Nego estivador, mandingueiro da Bahia Que fazia as emboscadas, No nordeste de Amaralina PRIEDAINIS
Eu espero por Bimba, Um dia eu vou encontrar Neste dia vai ter grande roda Quero ver esse gunga chorar PRIEDAINIS ----------------------
3. VEM JOGAR MAIS EU Autorius: Sorriso
Olha o Mestre que jogou benguela [Oli~o Mestre ki žiogou bengela] Vem jogar mais eu... [Ven' žioga® maiz eu] Olha o Mestre que jogou benguela Vem jogar mais eu
Oi no jogo da benguela Fundamento você vai buscar Põe cadência nesse jogo Na roda que vai começar PRIEDAINIS
Berimbau quando toca benguela Faz meu corpo arrepiar Uma palma cadenciada Um bom coro não pode faltar PRIEDAINIS ----------------------
4. BERIMBAU NÃO ME DEIXO SÓ Autorius: Sorriso
Berimbau não me deixe só [Bėrimbau não mi deiši só] Berimbau não me deixe só
Oi me leva com você, para Onde você for Pode ser para capoeira Que eu vou com muito amor PRIEDAINIS
A roda esta formada Berimbau vai comandar A tristeza foi-se embora A roda vai começar PRIEDAINIS ---------------------- 5. ÁGUA QUE CAI DO CÉU Autorius: Sorriso
Água que cai do céu é pra molhar [Água ki kai do séu é pra molia] Água que cai do céu é pra molhar
Manoel dos Reis Machado, Pastinha e Waldemar Grandes mestres que se foram, Para sempre vou lembrar PRIEDAINIS
A maré dá vida! Que me leva pra lá e pra cá Lembro de mestre Bimba Muita história pra cá PRIEDAINIS
Na morte de Volta Grande Sabe o que aconteceu Água caiu do céu e mestre Bimba percebeu Aquilo era um choro de um capoeira que morreu PRIEDAINIS ---------------------- 6. CAPOEIRA DA VIDA Autoriai: Mestre Museu, Kerolaine
Capoeira ora por mim [Kapueira ora por my] Capoeira choro por ela [Kapueira šioru por ela] Capoeira é um dom de Deus [Kapueira é dou(=n) džy Deus] Capoeira não fico sem ela [Kapueira não fyku sein ela]
Capoeira nasceu para mim, Menino não fique sem ela, Eu não consigo mais viver; Lê, lê, lê, viver longe dela PRIEDAINIS
Capoeira no meu coração, Ela sempre bate forte, Ela mudou minha vida. Lê, lê, lê, trazendo sorte PRIEDAINIS
O mundo dá muitas voltas, O capoeira também, As voltas que eu já dei Lê, lê, lê, quem quizer pode ir também. PRIEDAINIS ---------------------- 7. IÚNA Autorius: Monge
O canto de uma Iúna [U kantu džy uma Ijuna] Tem beleza natural [Ten' belėza naturau(=l)] Mestre Bimba transformou [Mestri Bymba transfor(=h)mou] Foi no toque de um Berimbau [Foi nu toky džy um birimbau]
Iúna é um jogo de formado Oi, aluno não pode jogar Mestre Bimba, lá de cima, Tenho certeza que ele vai gostar PRIEDAINIS
Se ele deixou fundamentos, Nos temos que acompanhar Eu tenho certeza, menino. Sua hora também vai gostar PRIEDAINIS
Solte seu corpo menino Deixa seu corpo balançar Eu sinto a presença de Bimba, Oi, na roda que vai começar. PRIEDAINIS ---------------------- 8. BERIMBAU TA ME CHAMANDO Autorius: Sorriso
Berimbau ta chamando seu Bimba ê [Bėrimbau ta šiamando seu Bimba ėėė..] Berimbau ta chamando seu Bimba ê
Mestre Bimba esta no céu Fazendo sua oração Berimbau esta na terra Fazendo sua saudação PRIEDAINIS
Com um berimbau e dois pandeiros As vezes fico a imaginar Como era tradição Da capoeira regional PRIEDAINIS
Seu nome e Manoel Mas de Bimba foi chamado Simboliza a capoeira Para sempre ser lembrado PRIEDAINIS ---------------------- 9. TEMPO BOM Autorius: Mestre Ceará
É tempo bom Tempo que não volta mais Me lembro da liberdade com Waldemar da PeroVaz [Mi lembro da liber(=h)dadži cou(=m) Valdema® da PeruVaz]
Quem teve a honra de conhecer E de ouvir suas histórias Waldemar da Liberdade Guardo na minha memória PRIEDAINIS
Falecido em 90 Na velhice nos deixou Na pobreza como os outros Que a história consagrou PRIEDAINIS
Cantaram pra Cobrinha Aberrê e Paraná Cantigas de capoeira E eu canto pra Waldemar PRIEDAINIS ---------------------- 10. ADEUS SEU BIMBA Autoriai: Mestre Museu, Mestre Ceará ir Toquinho
Adeus, adeus seu Bimba Adeus, deixou saudade [Adeus, deišiou saudadži]
Mestre Bimba foi embora Hoje chora o berimbau Mais deixou aqui na terra Patrimônio nacional PRIEDAINIS
Foi embora pra Goiás Aos 74 faleceu Teve sorte seus alunos Que com ele aprendeu PRIEDAINIS
Lá no céu vai quem merece Na terra vale quem tem, E eu sem capoeira Nunca serei ninguém PRIEDAINIS ---------------------- 11. É NOBALANÇO DA GINGA Autorius: Sorriso
É no balanço da ginga [Ė nu balansu da žynga] Que o berimbau me chama [Ki u bėrimbau mi šiama] É no balanço da ginga Que o berimbau me chama
É berimbau esta tocando Me chamando pra jogar Ta chegando a minha hora Peço a Deus pra me ajudar PRIEDAINIS
É se balanço o meu corpo Ao som do berimbau Se a maldade esta por perto Deus me livre desse mal PRIEDAINIS ---------------------- 12. SEU BIMBA Autorius: Monge
Mas lá se foi seu Bimba [Mas la si foi seu Bimba] Tocador igual não há, [Tokador igual nau a] Ele foi para o infinito [Eli foi par~o~infinitu] Para nunca mais voltar [Para nunka mais volta] Tocador e muito guerreiro Na roda não se vê Onde toca um berimbau Sinto saudades de você PRIEDAINIS
Deixou muita alegria Energia e muito axé Seu nome entrou pra história Sua alma foi pro céu PRIEDAINIS
Ê salve seu Bimba Canto sempre à lembrar Até o fim da minha vida A capoeira vou jogar PRIEDAINIS ---------------------- 13. EH BERIMBAU Autorius: Cappuccino
Meu berimbau é uma beleza, [Meu bėrimbau ė uma belėza] Foi na mata que eu achei assim [Foi na mata k~eu ašei asin] Madeira lisa que não dá caroço [Mareira lyza ki nau da karosu] Madeira boa que não dá cupim [Mareira boua ki nau da kupin] Meu berimbau toca um lamento Toca saudade e também toca dor Toca no peito e no meu sentimento Meu berimbau veio falar de amor! PRIEDAINIS
Meu berimbau comanda a roda Sempre em boa harmonia Na cabaça, um arame e um pedaço de pau Meu berimbau toca alegria PRIEDAINIS ---------------------- 14. CABELO DE NEGO Autorius: Cappuccino
Cabelo de nego não entra pente, [Kabelu dži negu nau entra panči] Nego faz é diferente! [Negu faz~ė džiferenči] Cabelo de nego não entra pente, Nego faz é diferente! Cabelo de nego é rastafari [Kabelu dži negu~ė rastafari] Cabelo de nego é pra raspar, [Kabelu dži negu~ė pra razpa®] Cabelo de nego é enrolado [Kabelu dži nagu~ė einh(=r)oladu] Cabelo de nego é pra trançar [Kabelu dži nego~ė pra trasa®] PRIEDAINIS
Cabelo de nego é black power [Kabelu dži negu~ė bleky pawe] Cabelo de nego é pra ouriçar [Kabelu dži negu~ė pr~orisa®] Cabelo de nego é bem tranzado [Kabelu dži negu~ė bein trazado] Cabelo de nego é enrolar [Kabelu dži nagu~ė pra~einh(=r)olar] PRIEDAINIS ---------------------- 15. MORREU DE SAUDADE Autorius: Chita Preta ir Sorriso
Mestre Bimba morreu de saudade [Mestre Bymba moh(=r)eu džy saudadžy] Da sua Bahia Mestre Bimba morreu de saudade Da sua Bahia Mestre Bimba saiu da Bahia Em Goiânia foi morar Olha a dor no seu peito Era vontade de voltar PRIEDAINIS
Mandingueiro e lutador Criador da regional Sua história esta gravada Oi no pé do berimbau PRIEDAINIS ---------------------- 16. HINO DO ARTES DAS GERAIS (NAUJAS FICAG HIMNAS) Tekstas yra viršuj
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------ALBUMO "MENINO PÉ NO CHÃO" DAINOS Mestre Museu - Capoeira Vol. 2Kai kurių priedainių tarimo surašyt dar nespėjau, o kai kurių dainų rasit surašyta ne tik priedainių, bet ir solo tarimą (labai ačiū Gintarei už didelį indelį)
1. MENINO PÉ NO CHÃO Autorius: Mestre Museu
Sou menino, pé no chão, [Sou mynynu pé nu šiau] Eu sou menino, oiô, [Eu sou mynyn~ojo] Sou menino pé no chão [Sou mynynu pé nu šiau]
Ê de pé no chão, Vim da senzala, eu vim do gueto, oiô, Vim pra ver você jogar. PRIEDAINIS
Ê de pé no chão, Passei fome, senti frio iô iô Nunca mais quero passar. PRIEDAINIS
De pé no chão, Vim da senzala, eu vim do gueto oiô, Reinaldo quem me ensinou. PRIEDAINIS ---------------------- 2. SINHAZINHA Autorius: Mestre Museu
Sinhazinha mãe, mãe negra, Sabe dizer como é, É é é, ela sabe dizer como é. É é é, ela sabe dizer como é [É é é, ela saby ždyzė(h) komu é] É é é, ela sabe dizer como é É é é, ela sabe dizer como é ...
Sinhazinha foi morar, Foi morar no mar além Sinhazinha mão guerreira Vem morar comigo vem. PRIEDAINIS Fala Zumbi de Palmares, Por ele se apaixonou, Sinhazinha foi se embora Pro Quilombo e não voltou. PRIEDAINIS Sinhazinha foi morar, Pro Quilombo ela foi, Adeus Sinhazinha Sinhazinha onde foi. PRIEDAINIS ---------------------- 3. ZUMBI GUERREIRO Aurotiai: Mestre Museu ir Bitoka
Ê Zumbi, ê ê ê Zumbi Negro guerreiro [Negru geheru] Negro assim ainda não vi. [Negru asin ainda não vy]
Na Senzala a vida é dura, Vida não é mole não Negro vive acorrentado É tratado igual ao cão. PRIEDAINIS
Trabalhava na lavoura De baixo do sol ardente Pede a Deus que algum dia Ser tratado igual gente. PRIEDAINIS
Negro não quer mais feitor, Negro quer Ter liberdade, Negro já não mais entende Pra que tanta essa maldade. PRIEDAINIS
Um grito soou de longe, Todo mundo foi ouvir, Era um grito de guerreiro O seu nome era Zumbi. PRIEDAINIS
Começava uma batalha, Até hoje não acabou, Negro ainda sofre muito, Pra chegar onde chegou. PRIEDAINIS ---------------------- 4. VERGA DE BIRIBA Aurotius: Branco
Oi verga de beriba [Oi ve(h)ga dži biriba] Pra fazer meu berimbau [Pra faze(h) meu birimbau] Verga de Beriba [Ve(h)ga di biriba] No toque da regional. [Nu~toki da h(=r)ežionau(=l)] Da Beriba eu tiro gunga [Da birib(a)~eu~čyru gunga] Tiro um médio e uma viola [Čyru u(m) medžiju y~uma vijola] Pra tocar São Bento Grande [P(r)a toka(r) Sao Bento Grandži] São Bento Grande de Angola. [Sao Bento Grandži dži Angola] PRIEDAINIS O gunga faz a chamada, [U gunga fa(i)z~a š(i)amada] O médio faz a dobra. [U medžiju fa(i)z~a dobra] Ai meu Deus como viajo [Ai meu Deus komu vijaž(i)u ] No repique da viola. [Nu h(=r)epiki da vijola] PRIEDAINIS Oi no toque da benguela [Oi nu toki da bengela] São Bento da regional [Sao Bento da h(=r)ežionau(=l)] Criado por Mestre Bimba [Krijadu pu(r) mestre bimba] Da nossa arte marcial. [Da nosa ar(h)či ma(h)sijau(=l)] PRIEDAINIS Waldemar da liberdade [Valdemar da libeh(=r)dadži] Do arco íris musical [D(u)~a(h)ku iris muzikau(=l)] Usava verga de Beriba [Us(=z)ava vehga dži biriba] Pra fazer seu Berimbau [Pra faze(h) seu birimbau] PRIEDAINIS Seu Pastinha na angola [Seu Paščinja na angola] Seu Bimba na regional [Seu bimba na h(=r)ežionau(=l)] Todos dois usou beriba [Todos doijs us(=z)ou biriba] Pra fazer seus Berimbaus [Pra faze(h) seu(s) Birimbau(s)] PRIEDAINIS Oi São Bento me ajuda [Oj sao bento mi až(i)uda] São Bento me ajudou. [Sao Bento mi ažudo] Berimbau já deu chamada [Birimbau ž(i)a~deu š(i)amada] Oi pro jogo eu já vou [Oi pru žiogu eu~ž(i)a~vou] PRIEDAINIS ---------------------- 5. BATUQUEIRO Aurotius: Mestre Museu
É batuqueiro êre, [É batukeir~êre] É batuqueiro êa [É batukeir~êa]
Eu sofro muito quando escuto Alguém fala, eu choro muito, Quando escuto alguém cantar, Filho de Batuqueiro, criador da regional, Ele é o Mestre Bimba Seu nome é imortal. PRIEDAINIS Mas, hoje em dia, não adianta Emitir, tanta saudade que chego Emocionar, cultivador angoleiro Regional, igual a este bom Mestre, O mundo não tem igual. PRIEDAINIS Bate uma saudade, que não chego agüentar, A dor no peito, quase eu fico sufocar, Adeus seu Bimba, um dia vou lhe encontrar, E dizer para você que eu sou capoeira. PRIEDAINIS ---------------------- 6. MANDINGUEIRO Aurotius: Mestre Museu
Deixa ele na mandinga, [Deš~eli na mandžinga] Deixa ele mandingar, [Deš~eli mandžinga(r)] A sua mandinga, menino, [A sua mandžinga mynynu] Não pode derrubar. [Não podžy deh(=r)uba]
Deixa ele na mandinga, Deixa ele mandingar, Contra mandinga, ai meu Deus, Bem me abençoa. PRIEDAINIS
Deixa lê vim caindo, Tentando no jogo pegar Toma cuidado comigo, moleque, Para não machucar PRIEDAINIS
Menino que é mandingueiro, Que ginga pra lá e pra cá, Faça seu jogo bonito, moleque, Deixa a mandinga pra lá. PRIEDAINIS ---------------------- 7. CLAREIA Aurotius: Mestre Museu
Clareia, meu pai, clareia, O fundo da escuridão, Clareia meu pai clareia, Vieram na embarcação.
Clareia, meu pai, clareia, O fundo do coração, Me traga paz alegria, Sou capoeira meu irmão. PRIEDAINIS
Clareia o negro sofrido, Não tem mais solução, Adeus pro preconceito, Nunca mais escravidão. PRIEDAINIS
Clareia meu pai a roda, Tudo acontece lá, Tem berimbau viola Me lembra de Mestre Waldemar. PRIEDAINIS ---------------------- 8. O DRAMA DO NEGRO Aurotius: Cappuccino
Sempre ouvi o senhor me dizer, Sempre ouvi o senhor me falar, Bota esse negro no tronco, Chibata no lombo, quero ver sangrar.
Negro vivia na senzala, Negro lamentava a solidão, Ajoelhava e pedia, Quero o fim da escravidão. PRIEDAINIS ---------------------- 9. BARAÚNA CAIU Aurotius: Mestre Museu (čia daina visai ne ta pati, kaip corrida, kurios visas tekstas tėra “Baraúna caiu, quanto mais eu”)
Baraúna caiu, quanto mais eu, [Bara(j)una kaiu, kuantu maiz eu] Quanto mais eu, Baraúna, [Quantu maiz eu, Bara(j)una ] Quanto mais eu [Quantu maiz eu,]
Ela caiu no matagal, Ela não da pra fazer, Berimbau, apanha logo menino, Baraúna é um pau. Baraúna! PRIEDAINIS Deu cabeçada, deu martelo, deu pisão, Pau de Baraúna menino não, É mole não, Baraúna! PRIEDAINIS Baraúna é pau, é madeira de lei. Jogar Benguela menino, é Difícil também, Baraúna! PRIEDAINIS ---------------------- 10. MEU GUNGA Aurotius: Sorriso
Meu Gunga tocou São Bento, Fez meu corpo arrepiar, No toque do berimbau, Capoeira eu vou jogar.
Berimbau esta tocando, Eu vou para jogar, Pois o toque de São Bento, Você tem que mandingar. PRIEDAINIS
O meu Mestre me falou, Pois eu tenho que escutar, Capoeira é um jogo, Oi, Pode lhe matar. PRIEDAINIS ---------------------- 11. VENHA VER Aurotius: Mestre Museu
Oi venha cá, venha ver Venha ver o que é [Venja ver~u ky ė] (priedainis kartojamas po daug kartų)
Ô, venha ver, O jogo da regional, Criado por Mestre Bimba Esta arte genial. PRIEDAINIS
Ô venha ver, Moleque de pé no chão, Ferida na canela, Jogando igual um cão. PRIEDAINIS
Ô venha ver, Muita tradição, Capoeira regional, Igual a de Bimba, Não tem não. PRIEDAINIS
Ô venha ver, Para você aprender, Quem não sabe não ensina, Joga eu joga você. PRIEDAINIS ---------------------- 12. GINGA E BALANÇA Aurotius: Sorriso
Ginga e balança, balança e ginga, [Žing~i balansa, balans(a)~i žinga] Eu quero ver, o balanço na mandinga. [Eu keru ve(r), u balansu na madžinga] Meu berimbau, tem laço de fita, [Meu berimbau, te(i)n’ lasu džy fyta] No meu pescoço patuá contra mandinga. [Nu meu peskozu patua kontra madžinga] PRIEDAINIS Ê, jogo de Angola e Regional, [Ė, žiogu dži~angola y h(=r)ežionau(=l)] Jogo de dentro, não pode correr do pau. [Žiogu di dentru, nau podži kohe(r) du~pau] PRIEDAINIS Ê, entrou na roda, puxou a ginga, [Ė eintrau na (h~r)oda, puš(i)au a~žinga] Balança o corpo, [Balansa u korpu] Pensando em Mestre Bimba. [Pensandu e(i)n Mestri Bimba] PRIEDAINIS ---------------------- 13. NEGA, NEGA Aurotius: Kim
Nega, negá, negá, ia ia Nega, negá, negá, io iô... (se-embora nega) Nega, negá, negá, ia ia (nega ia ia) Nega, negá, negá, io iô
Ô Nega, lava o meu abada, Hoje tem roda, tem roda na beira mar. Vamos embora nega (=Se-embora nega) Nega, negá, negá, ia ia (nega ia ia) Nega, negá, negá, io iô (nega nega nega nega) Nega, negá, negá, ia ia (oi nega ia ia) Nega, negá, negá, io iô
Ô nega, traga o meu berimbau, Hoje tem roda, meu berimbau se quebrou. Se-embora nega Nega, negá, negá, ia ia (nega ia ia) Nega, negá, negá, io iô (nega nega nega nega) Nega, negá, negá, ia ia (nega nega nega) Nega, negá, negá, io iô
Ô nega, traga meu agogô Hoje tem roda, o meu mestre já chegou Se-embora nega PRIEDAINIS
Ô nega, bate palma por favor, Em samba de roda, pode me chamar que eu vou. Se-embora nega PRIEDAINIS ---------------------- 14. SE FOI BIMBA Aurotius: Mestre Museu
Ele já se foi, [Eli žia si foi(j)] Que saudade que me dá. [Ki saudadži ki(=ė)~mi~da] Ele ainda era menino, [Eli~aind~era mynin(u)] Aprendeu capoeira de Angola. [Aprendeu kapueira dži Angola] Aprendeu foi com Bentinho, [Aprendeu foij kum Benčinju] O jogo de Angola, na Bahia, [U žiogu dži Angola, na Bai(h)ija] Ele cresceu criando a Regional. [Eli krėseu kriandu a~ h(=r)ežionau(=l)] PRIEDAINIS
Tinha o Dom da vadiagem, [Tčij~u~do(u) da vadžijažei(n)] Da Angola e do batuque, [Da angol~i du batuki] Em roda de regional com Bimba, [Em h(=r)oda dži h(=r)ežionau(=l) kom Bimba] Não se discuti. [Nau si d(ž)iskutči] PRIEDAINIS
Era um bom lutador [Era um bou lutadoh] Jogava com a razão [Žiogava kou a h(=r)azau] Dava (Tava) primeira pernada [Dava (Tava) primeira peh(=r)nada] (Até (Que) se era) ía pro chão [Ate (Ki) s~era ija pru šiau] Šitam posmely kas boldu, tai tiksliai taip, o kas ne – kai tiksliai sugirdesiu, perrašysiu PRIEDAINIS
Filho de Dona Martinha, [Filjo džy Dona Mah(=r)činja] Nasceu um fenomenal, [Naseu u(n) fenomenau(=l) ] Morrendo lá em Goiânia, [Mohendo la~ein Gojanja] Foi um luto nacional. [Foj um lutu nacionau(=l)] PRIEDAINIS ---------------------- 15. SEU MOÇO Aurotius: Mestre Museu
Eu quero ver, Seu Moço, [Eu kėru vė(r), seu mosu] Quero ver você jogar, [Keru vė(r) vosė žioga(r)] Quero ver seu moço, [Keru vė(r) seu mosu] Quero ver você tocar, (quero ver) [Keru ver vosė tokar, (kėru vėr)] Quero ver, você na roda de Bimba, [Keru vė(r), vosė na (h~r]oda dži Bimba] Engenho Velho de Brotas, [Inžėju Velju dži Brotas ] Onde tudo começou. [Ondži tudu komėsou] PRIEDAINIS
Eu quero ver [Eu kėru vė ] Tocar como Valdemar, [Toka komu valdema(r)] A sua viola, [A sua vyjola] Arco-íris musical. [A(h)ku-yris muzikau(=l)] PRIEDAINIS
Seu moço eu quero ver, [Seu mos~eu kėru vė] Um toque refinado [U(m) toki rehfinadu] Um jogo de capoeira [U(m) žiogu dži kapueira] Que tenha molejo e quebrado. [Ki(=ė) tenja molėž~y kėbradu] PRIEDAINIS ---------------------- 16. VELHO MESTRE Autorius: Fábio Felício Meira (Biscoito)
Quanta alegria, me faz lembrar, [Kuanta alegryja, mi fa(i)z lembra(h)] Lá na Bahia Mestre Bimba eu vi jogar [La na Bahyja Mestri Bimb~e(u)vi žioga(h)] Bentinho tocava, Bimba jogava, [Benčinju tokava, Bimba žiogava] E(Ê) na Bahia todo mundo já cantava [Y(Ė)~na Bahyja todu mundu ž(i)a~kantava] PRIEDAINIS
Pastinha falava, sou angoleiro, [Pasčinja falava, sou angoleiru ] Bimba treinava com os velhos batuqueiros [Bimba treinava kom~us veljus batukeiru] PRIEDAINIS
É o velho Mestre da tradição, [Ėu velju Mestri da tradžisau] Bimba se foi mas ficou no coração [Bimba se~foij mas fykou nu~korasau] PRIEDAINIS
Jogo arrochado, jogo ligeiro, [Žiog~a(h)rš(i)a(n)du, žiogu lyžeiru] Esse é o jogo do velho mandingueiro [Esi~ė~u žiogu du velju madžingeiru] PRIEDAINIS
Me arrepio, me faz lembrar [Mi ahepiju, mi faz lembra(h)] Lá na Bahia Mestre Bimba eu vi jogar [La na Bahija Mestri Bimb~eu~vi žioga(h)] PRIEDAINIS --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- PIRMOJO MESTRE MUSEU ALBUMO DAINOS Mestre Museu - Capoeira Vol. 1Viskas rašyta iš klausos, todėl gali būti netikslumų 1. ****** Negro não quer mais correr Negro não quer mais sofrer feitor Ô-ô-ô / Ô-ô-ô / Ô-ô-ô
Ô, negro nasceu na senzala Ficou doente sem amor PRIEDAINIS
Ele veio do cativeiro Na chibata do feitor O suor que se escorreria É sangue do trabalhador PRIEDAINIS
Ai meu Deus o que eu faço A imagem não se apagou Até hoje nessa vida A escravidão se acabou PRIEDAINIS -----------------------
2. ****** A vida nos oferece A vida nos oferece, Ô iaiá Muita coisa para pensar Se tu joga a capoeira Sua fé com o homem está Se é forte nesse corpo A mente é devagar Vá para casa o garoto Oi cuidado para não machucar
Sou menino, sou rapaz Sou capoeira isso tudo é que a vida nos trás Sou menino, sou rapaz Sou capoeira isso tudo é que a vida nos trás... -----------------------
3. FALSIDADE Cuidado coma a falsidade Cuidado com a falsidade, colega velho Ela pode lhe pegar Nem Jesus que é o rei do céu Dela conseguiu se livrar O filho saiu de casa Hoje pra casa quer voltar Capoeira é assim mesmo Você tem que mandingar, camarada Iê a falsidade Iê a falsidade, camará Iê da capoeira Iê da capoeira, camará...
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Negalvokit, kad čia visos dainos prasideda iškart nuo choro partijos... Čia, kaip ir beveik visose dainose - pirmą priedainį padainuoja solistas, o choras pakartoja, tiesiog nerašiau po du kartus, taupydama vieta. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- - Visi kiti mūsų naudojamų dainų tekstus mokymuisi su visais reikalingais paaiškinimais galite rasti
čia (ficag_lt_dainos_v2) (jei lankote užsiėmimus, šią versiją skaityti jums privaloma!) --------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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